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Auditor-Fiscal do Trabalho aposentado. Autor do "blog do José Cuty", voltado para temas da Inspeção do Trabalho (www.josecuty.blog.br). Por problemas técnicos que impossibilitaram a recuperação de arquivo do backup, o blog foi desativado.

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José Cuty
Comentário · há 7 meses
Ora, ora! O “Cebedurão” proclamou-se vitorioso no que chama debate.
Cebedurão era um personagem muito popular na minha época de infância e adolescência em Porto Alegre, RS. Nas peladas de futebol, faltava-lhe o talento. Para resolver isso, ele surgiu com uma bola nova. E, como dono da bola, tinha o “privilégio” de escolher o time, a posição e sua reclamações de faltas eram sempre atendidas. Era o técnico e o juiz. Todos concordavam para que a pelada continuasse.
Parece ser o caso aqui. O Doutor proclamou-se juiz da questão e decidiu que o eu perdi o debate. Está bom.
Mas quero fazer algumas observações.
O senhor afirma, com base na sua biblioteca, que não existe verdade absoluta.
Será mesmo? Que tal essa: a Terra é redonda (com o perdão dos terraplanistas).
Ou então essa: um brasileiro não pode ser condenado sem a existência de um processo.
E essa aqui: não existe verdade absoluta. Opa! Mas isso seria uma tautologia e uma aporia. Se não existe verdade absoluta, essa própria afirmação entra em contradição com ela mesma.
Pois é, Doutor. Não se trata de ser inocente. Se trata, sim, de ter um pouquinho de senso crítico. Não fique pegando pedaços de escritos de autores renomados e colando nas suas ideias sem antes fazer uma análise crítica do contexto.
Um segundo ponto é sobre a aplicação da dialética erística na busca da verdade. Segundo os seus sólidos conhecimento na arte da enganação, sua intenção era para “extrair a aparência de verdade por detrás da cortina de fumaça cinzenta em que se reveste suas [minhas] atitudes.”
Bom, apesar do seu esforço, não demonstrou nenhuma. Só fez assertivas. Alegar é fácil, mas provar já é mais difícil.
O senhor pretende demonstrar a validade dos estratagemas erísticos recorrendo ao exemplo de provas de concursos para justificar que os métodos rigorosos de provas são sempre carregados de pegadinhas e armadilhas para testar a aptidão do concurseiro.
Entendi. Uma prova em que o candidato tem que fazer uma bolinha num círculo para indicar a resposta de uma questão é um exemplo dos estratagemas da dialética erística. Fantástico! Eu esperava que qualquer estratagema devesse ser aplicado em um raciocínio mais elaborado a ser exposto e demonstrado em uma questão discursiva. Mas essa da bolinha em um formulário é surpreendente.
Essas questões de bolinhas ou cruzinhas se prestam, na verdade, para medir a memória, não o conhecimento aplicado. E as pegadinhas só servem para pegar os incautos.
Além do mais, seu exemplo lhe contradiz. Em uma prova, a alternativa que carrega uma pegadinha ou armadilha – que o senhor classifica como um estratagema erístico – não é a resposta correta para a questão do concurso. Logo, ela não revela a verdade. Ela simplesmente engana. Me parece bem simples essa conclusão. Por isso, o seu exemplo acaba por corroborar minha tese.
Valeu a tentativa.
Bem, esse “debate” não vai chegar a lugar algum. Já deu o que tinha que dar.
Aliás, o resultado já foi sacramentado. E eu o aceito. O senhor pode ficar com os louros dos métodos da enganação e da patifaria.
Minhas saudações finais.

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